Ao longo de sua carreira em cargos públicos, Bolsonaro nunca escondeu seu gosto pela ditadura brasileira e Ustra.

RIO DE JANEIRO, BRASIL – O presidente Jair Bolsonaro deve receber nesta quinta-feira, dia 1º de agosto, Maria Joséíta Silva Brilhante Ustra, viúva do coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra – conhecido torturador durante a ditadura militar, cujos crimes foram reconhecidos por Tribunais do Brasil. A reunião foi marcada no calendário oficial do presidente na noite anterior. Quando perguntados pelo relatório sobre a reunião, os funcionários do Planalto disseram que não tinham informações disponíveis. Maria Joseíta Silva Brilhante Ustra se reunirá com o presidente alguns dias depois que Bolsonaro rebateu documentos históricos e afirmou que Fernando Augusto Santa Cruz Maria Joseíta Silva Brilhante Ustra se encontrará com o presidente alguns dias depois que Bolsonaro rebateu documentos históricos e afirmou que Fernando Augusto Santa Cruz havia sido assassinado.

Maria Joseíta Silva Brilhante Ustra se encontrará com o presidente alguns dias depois que Bolsonaro rebateu documentos históricos e afirmou que Fernando Augusto Santa Cruz, desaparecido durante o regime militar, havia sido assassinado por militantes de esquerda. A Comissão Nacional da Verdade, um grupo criado pelo governo federal, determinou que Fernando Augusto de Santa Cruz Oliveira havia sido “preso e morto por agentes do governo brasileiro”. Segundo a comissão, Santa Cruz “continua desaparecida e seus restos mortais não foram entregues à sua família”. O reconhecimento desse fato foi oficializado por meio da correção de sua certidão de óbito, realizada pela Comissão de Pessoas Políticas Desaparecidas e Desaparecidas, também vinculada ao governo federal, apenas cinco dias antes de Bolsonaro fazer referência ao caso. Ao longo de sua carreira em cargos públicos, Bolsonaro nunca escondeu seu gosto pela ditadura e por Ustra.

Coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra - torturador na Ditadura Militar, cujos crimes foram reconhecidos pela Justiça, no Palácio do Planalto, nesta quinta-feira ao meio-dia.
Coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra - torturador da Ditadura Militar, cujos crimes foram reconhecidos pelos tribunais brasileiros, no Palácio do Planalto. (Reprodução de fotos na internet)
Durante a votação do impeachment da então presidente Dilma Rousseff (PT) em 2016, Bolsonaro dedicou seu voto à “memória do Coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, o pavor de Dilma”.

Apesar de em 2018 a Justiça de São Paulo ter revogado a condenação de Ustra de pagar R $ 100 mil à família do jornalista Luiz Eduardo Merlino, assassinado em 1971 durante a ditadura, o oficial militar já havia sido considerado culpado pelo crime. Superior Tribunal de Justiça no final de 2014 por praticar tortura.

Na época, a corte negou uma apelação de Ustra sob a Lei de Anistia e determinou que ex-presos políticos que haviam sido torturados poderiam apresentar pedidos de indenização por danos morais. O STJ aderiu à interpretação de processos judiciais anteriores, que reconheciam que Ustra havia torturado os reclamantes.

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